quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

GOSTO POR MÚSICA E LIVROS SE APRENDE EM CASA

Pais têm papel importante na formação das preferências culturais dos filhos, mas não devem privar as crianças de um ou outro conteúdo apenas por acharem “chato” ou “pobre”
Para que a criança desenvolva um paladar diversificado, que lhe permita ter uma alimentação balanceada ao longo de toda a vida, a ação dos pais é fundamental. Estudos indicam e confirmam que os alimentos oferecidos até o terceiro aniversário determinam como serão as preferências permanentes do indivíduo por certos tipos de comida. Será que com a formação do gosto cultural acontece algo semelhante? Os pais conseguem interferir de modo que seus filhos gostem do gênero musical ou do estilo literário favorito dos adultos da casa?
De acordo com especialistas, sim. “É principalmente o meio que determina qualquer formação de conhecimento. O processo de aprendizagem depende quase integralmente do ambiente em que a criança está inserida. Então, é fato que os pais que tentam influenciar seus filhos a gostar de rock ou pagode ou de algum tipo de livro serão bem-sucedidos nesse esforço”, afirma a pedagoga e educadora musical Leila Sugahara, doutora em psicologia da educação.
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"Pais que tentam influenciar seus filhos a gostar de rock ou
pagode ou de algum tipo de específico de livro serão bem
-sucedidos nesse esforço”, afirma pedagoga
 
Além da influência do ambiente familiar, a educadora musical e fundadora da Alecrim Dourado Formação Musical Vivian Agnolo Madalozzo ressalta ainda a influência que a felicidade gerada pela música nos pais tem na formação do gosto infantil: “Ao perceber que as pessoas ao seu redor ficam alegres com essas canções, a criança automaticamente gostará delas também. Para ela, música boa é aquela que dá prazer e pode ser associada a coisas boas, a bons sentimentos”.
Por isso, ambas rejeitam a ideia de um estilo musical ser valorizado pelos pais apenas porque alguém lhes disse que ele é bom para o desenvolvimento da criança. Essa “recomendação” normalmente é em prol da música clássica. “Isso vale desde a gestação. Se a grávida roqueira ouve suas bandas preferidas, seu corpo sente prazer e essas ‘ondas’ são transmitidas para o feto. Por outro lado, se ela se forçar a escutar sinfonias, sofrerá, e esse sentimento ruim será sentido pelo filho dentro da barriga”, explica Vivian. Leila complementa: “Pode ser a música mais completa do mundo, mas se não tiver a ver com o universo familiar, não terá o efeito esperado sobre a criança”.
O mesmo vale para a literatura. Se os pais quiserem que suas crianças apreciem algum autor ou gênero específico, “precisarão plantar uma sementinha”, nas palavras da contadora de histórias e arte-educadora Ivy de Lima. “Os adultos devem dedicar ao menos dez minutos do dia para contar ou mediar a leitura de histórias com os filhos. Esta é a melhor chance que terão de ajudar a construir um gosto”, diz.

Repertório
 
A principal recomendação de Vivian para os pais é que apresentem o máximo possível de cantores e bandas aos pequenos, para aumentar o leque de opções que eles terão para definir suas preferências. Além disso, que não privem as crianças de nenhum tipo de material cultural que desperte o interesse, mesmo que alguns trabalhos musicais destinados às crianças sejam menos elaborados.
“A Galinha Pintadinha, por exemplo, é muito pobre para o público infantil em termos de construção. A música é feita em computador, sem músicos e sem instrumentos reais, resultando em um produto final mecânico. A dupla Patati Patatá também lança mão de muitos sons computadorizados, principalmente para substituir instrumentos mais difíceis, como os de sopro. A mescla de instrumentos reais com sons computadorizados empobrece as canções e prejudica a formação auditiva da criança, que perde a oportunidade de conhecer a música pura”, afirma.
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Especialista recomenda que os adultos dediquem
ao menos dez minutos do dia para contar ou
mediar a leitura de histórias com os filhos
Ainda assim, ela reforça que esconder a existência ou proibir músicas desse tipo não é uma estratégia benéfica. “É importante conhecer de tudo e ter repertório para saber do que gosta”, defende. Leila concorda e acrescenta: “A preocupação com a educação auditiva infantil é muito relevante também. Se a criança ouvir só um tipo de música, chegará uma hora em que ela não conseguirá mais, fisicamente, assimilar os outros estilos, por falta de capacidade de fazer as conexões cerebrais necessárias”.
De igual maneira, os livros disponibilizados para os filhos devem ser de todos os tipos, independentemente das histórias que sejam lidas pelos pais. “A partir dos nove meses, os bebês já podem manusear livros de plástico, de pano, com texturas, de papel grosso, gibis. Tudo deve ficar em prateleiras baixas, para que o acesso seja fácil”, sugere Ivy. Para ela, não existe literatura boa ou ruim nessa etapa: o que importa é desenvolver o gosto pela leitura.
Com todos esses recursos, por volta dos oito anos de idade as crianças já começam a mostrar qual gosto musical e literário escolheram para elas. “Não precisa ter medo de a Galinha Pintadinha tornar seu filho menos exigente, desde que ele realmente conheça outras produções”, garante Vivian. “E, se ele frequentar rodas de contação de história, por exemplo, terá uma curiosidade constante e crescente sobre novos livros e autores, o que lapidará seu gosto”, continua Ivy.

Adolescentes

Tudo muito lindo, só que quando chega a adolescência os pais podem ter a impressão de que todo o esforço foi em vão. “Nessa fase, é a turma que influencia no que é acrescentado ao repertório. A influência do meio social é maior do que a da família e mesmo que a da TV”, conta Leila. Ivy exemplifica: “Se todos começam a ler ‘Diário de um Banana’ [série de livros sobre o garoto Greg Heffley, ed. Vergara & Riba], seu filho lerá o ‘Diário de um Banana’. Quando as meninas aparecerem com livros da [autora] Thalita Rebouças, sua filha vai querer ler também. Pertencer ao grupo é essencial na adolescência”.
Mas a tal “sementinha” sempre estará lá, garante Leila. “Ninguém deixa de gostar do que fez parte da sua criação só por estar na puberdade. Existe a possibilidade de haver uma negação, que passará quando seu filho chegar mais perto da idade adulta. Quando amadurecer, ele buscará um retorno às influências da infância e da pré-adolescência, vai querer de volta o que lhe é afetivamente importante. O trabalho dos pais vale a pena, sim”, finaliza.

FONTE:http://delas.ig.com.br/filhos/2013-11-30/gosto-por-musica-e-livros-se-aprende-em-casa.html

Enem 2012: elite pública supera rede privada

Melhores estudantes das escolas públicas tiveram resultados superiores aos da rede privada em três das cinco áreas avaliadas no Enem de 2012

Os melhores estudantes das escolas públicas do País tiveram resultados superiores aos da rede privada em três das cinco áreas avaliadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012. A comparação, divulgada  segunda-feira, 25/11, pelo Ministério da Educação (MEC), inclui os alunos das escolas federais, que tiveram as maiores notas entre todos os estudantes que fizeram a prova. A rede estadual, que concentra mais de 50% dos concluintes que participaram da avaliação, ficou com os piores resultados.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirma que a comparação foi feita usando os 215.530 melhores alunos da escola pública, mesmo número de estudantes dos coégios privados que fizeram a prova. "Nossa preocupação são as cotas. Este ano, 25% das vagas do SiSU (Sistema de Seleção Unificada) vão para alunos de escolas públicas. Esses 25% das escolas públicas são melhores que as escolas privadas", afirmou.

Os 215.530 representam 31,5% dos estudantes que tiveram as notas do Enem divulgadas - para calcular as médias, o MEC só considera estudantes que estejam concluindo o curso e provenientes de escolas que tenham pelo menos dez alunos fazendo a prova. Além disso, o grupo precisa representar pelo menos 50% dos concluintes daquela instituição.

Os melhores estudantes das escolas públicas tivera maiores notas em linguagens e códigos - português e língua estrangeira -, com 593,74 pontos, ciências da natureza (576,76), e redação (616,6). Na comparação entre as redes, as escolas federais tiveram os melhores resultados em todas as áreas, chegando a 625,24 em matemática e 613,07 em redação.

Os piores resultados são da rede estadual, que concentra a maioria dos concluintes. Ainda assim, as médias subiram em três das cinco áreas, na comparação com 2012. Caíram linguagens e códigos, de 527 pontos para 513, e redação, de 507 para 491,41. A rede federal teve queda das notas em quatro áreas: linguagens, matemática, redação e ciências da natureza. Nas escolas particulares, as médias foram inferiores a 2011 também em linguagens, redação e matemática, o mesmo que nas redes municipais.

O Enem por escola foi divulgado nesta terça-feira, 26, pelo MEC. As notas levam em conta as médias apenas dos estudantes que terminavam o ensino médio em 2012 e só são consideradas as escolas com um número representativo de alunos. No total, apenas 11.239 escolas tiveram as notas divulgadas, de um total de 25.744 instituições com 3º ano do ensino médio existentes no País.

"Temos interesse em usar a média do Enem como avaliação do ensino médio no futuro", afirmou Mercadante. Por isso, o ministério tem feito adaptações no cálculo das notas para deixar os resultados mais fiéis à realidade. Hoje, a única avaliação do ensino médio usada pelo MEC é a Prova Brasil, que tem uma amostra muito inferior a dos alunos que fazem o Enem.

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-11-26/enem-2012-elite-publica-supera-rede-privada.html

Ainda que pequena, melhora no Pisa esconde desigualdade de aprendizado no Brasil

Mais de um em cada três (36%) jovens brasileiros de 15 anos de idade repetiu uma série pelo menos uma vez

Apesar de os resultados do Pisa, divulgados  terça (3/12), mostrarem que o desempenho dos jovens brasileiros melhorou nos últimos anos, ainda persiste o fosse que separa os melhores dos piores alunos. E essa lacuna é resultado da desigualdade socioeconômica.

“Subir quatro pontos por ano no aprendizado de matemática é algo a ser celebrado, mas é preciso ir além dos números e olhar para a desigualdade que não melhorou”, afirma a diretora executiva da ONG Todos pela Educação, Priscila Cruz.
Priscila se refere à diferença de rendimento advinda da desigualdade socioeconômica. “Temos uma proporção muito pequena de jovens em situação de vulnerabilidade social que conseguem bons resultados. O País conseguiu fazer a inclusão, trazer mais gente à escola, mas agora é hora de ter uma política educacional que reduza essa desigualdade.”

Os dados do levantamento mostram que, entre os estudantes mais desfavorecidos, ainda é muito alta a taxa de repetência. No Brasil, mais de um em cada três (36%) estudantes de 15 anos de idade repetiu uma série pelo menos uma vez, uma das mais altas taxas de repetência entre os países que participam no PISA. Tanto que, em média, os alunos brasileiros levam 12 anos para concluir os oito anos do ensino fundamental.
Isso sem contar a evasão escolar, causada, entre outros fatores, porque o currículo não é envolvente, porque o aluno quer ou precisar trabalhar e, claro, como resultado da prevalência de repetência.
Além disso, há a questão estrutural, que abrange desde a precariedade das instalações físicas até a oferta e a qualificação dos professores. No Brasil, a relação professor-aluno nas escolas favorecidas é de 22,9 estudantes para cada docente. Nas que atendem a população em vulnerabilidade social, a proporção sobe para 31,3 estudantes para um professor.

“Em países preocupados com a equidade, acontece exatamente o oposto, se dá mais para quem tem menos”, compara Priscila.
Para o economista Ernesto Martins Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann, o próprio modo de enxergar os resultados do Pisa dá pistas de como a educação tem sido tratada. “A forma como interpretaremos os dados ligados a nível socioeconômico, atendimento e fluxo escolar diz muito sobre o projeto de nação que queremos. Os avanços percebidos na avaliação do Pisa ainda não tiram o país de uma situação muito longe do desejável.”

Avaliação do governo

Nesta terça, ao analisar o resultado do Pisa, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a fotografia da educação no Brasil ainda não é boa, mas destacou que os avanços podem ser considerados uma “grande vitória”.
“O resultado em relação a nossa evolução é uma grande vitória da educação brasileira. Não podemos nos acomodar e temos ainda um atraso histórico muito grande quando falamos em qualidade da educação. Fizemos muito, mas temos que fazer muito mais”, disse

Exame

O Pisa é uma prova aplicada a cada três anos para alunos de 15 anos dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), considerados de primeiro mundo, e outros países convidados, como o Brasil, que participa desde 2000. As áreas do conhecimento avaliadas são Matemática, Ciência e Leitura. A cada edição do exame, uma área é enfatizada - nesse último, Matemática foi o foco.
Na comparação entre 2003 e 2012, o Brasil subiu de 334 para 391 pontos em matemática, um aumento de 57 pontos. Mesmo assim, ocupa a 58ª posição entre os 65 países participantes da última edição e está mais de 100 pontos abaixo da média dos países da OCDE, que foi de 494 pontos.

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-12-04/ainda-que-pequena-melhora-no-pisa-esconde-desigualdade-de-aprendizado-no-brasil.html

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Escolas brasileiras oferecem diplomas estrangeiros de ensino médio

Em busca de internacionalização, colégios brasileiros buscam parcerias com instituições de outros países para oferecer chance de sair da escola com dois diplomas

Alan Sampaio / iG Brasília
Falar inglês como um nativo e tentar intercâmbio no futuro
são os principais interesses dos alunos
 
Melhorar a proficiência dos alunos em inglês, garantir diferenciais diante da concorrência e facilitar a entrada de brasileiros em cursos universitários do exterior. São essas as justificativas das escolas brasileiras para oferecer a seus alunos a possibilidade de terminar o ensino médio com dois diplomas da mesma etapa: o brasileiro e o estrangeiro.
A popularidade da internacionalização das escolas brasileiras vem crescendo, apesar de ainda não haver dados consolidados sobre o tema. As parcerias são feitas nas instituições privadas, que têm organizado caravanas de diretores e professores para conhecer experiências de ensino bem sucedidas em diferentes países e aproveitá-las em suas instituições de alguma forma.
Alan Sampaio / iG Brasília
Walter Ribeiro, diretor do Colégio Mackenzie de
Brasília, recebeu representantes de escolas
estrangeiras interessadas em alunos brasileiros
 
Walter Ribeiro, diretor do Colégio Presbiteriano Mackenzie em Brasília, foi aos Estados Unidos, França e Finlândia com um grupo de diretores da capital. Recebeu visitas de representantes de instituições inglesas, canadenses e americanas interessados em popularizar seus sistemas de ensino no Brasil. Por fim, a escola optou pela alternativa mais escolhida pelos colégios brasileiros no momento: oferecer o high school americano aqui.
A etapa norte-americana da educação que equivale ao ensino médio do País será oferecida no contraturno das aulas. Os currículos de disciplinas como Matemática, Física, Química e Biologia serão integralmente revalidados pela Texas Tech University, parceira da escola e de outros 40 colégios brasileiros. No outro turno, os alunos terão aulas específicas do currículo dos EUA.
Oratória; história e política americana; economia e inglês (literatura, redação e gramática) são algumas das matérias obrigatórias de quem faz high school nos Estados Unidos. Aqui, as aulas também são (e serão, no caso do Mackenzie) dadas por americanos ou ingleses, sempre em inglês. Em 2014, além do colégio presbiteriano, mais dez escolas do País vão oferecer a modalidade.
“Esse era um sonho antigo da instituição e Brasília, com seu perfil cosmopolita por causa de todas as embaixadas aqui, era o local ideal para começarmos uma escola internacional. Os pais querem preparar seus filhos para o mundo e essa é uma oportunidade”, afirma Ribeiro. O convite para se associar à Texas Tech veio da própria universidade.
Rogério Abaurre Filho, coordenador nacional da Texas Tech University no Brasil, conta que a primeira parceria da instituição com escolas brasileiras ocorreu em 1999. “Essa é uma experiência bem sucedida em outros países. Mantivemos o programa em apenas uma escola brasileira até 2008. Este ano, já temos 2 mil alunos brasileiros no high school”, conta.

Domínio do idioma e intercâmbio
Alan Sampaio / iG Brasília
Alunos do 9.º ano do Colégio Mackenzie, Isadora,
Paloma, Manuela e João Pedro já passaram no
teste de proficiência em inglês
As aulas complementares nas 51 escolas brasileiras que serão parceiras da Texas Tech começa ainda no 9º ano do ensino fundamental. Manuela Rodrigues, 14, Isadora Martins Pereira, 14, João Pedro dos Santos Ferreira, 13, e Paloma Pimenta da Veiga, 13, passaram no teste de proficiência em inglês aplicado aos interessados em obter dois diplomas ao final do ensino médio e se preparam para começar o modelo em 2014.
Aprender a falar inglês como um nativo e tentar um intercâmbio no futuro são os principais interesses dos estudantes no programa. Nem o aumento na carga de estudos os faz perder a vontade de participar do projeto. Além da aula regular pela manhã, elas terão o calendário esticado em mais duas tardes inteiras por semana no colégio para cumprir o currículo.
“Pode até sobrecarregar, mas não estou com medo”, diz João Pedro, que está “fascinado” com o programa, porque acredita que será mais fácil se candidatar a uma vaga em universidade americana com o diploma. Manuela diz que, mesmo que não faça intercâmbio no futuro, a experiência vai incrementar seu currículo e “abrir fronteiras para o trabalho fora do país”.
Para Paloma, que sempre sonhou em fazer high school nos EUA, a oportunidade facilitou o convencimento dos pais. “Agora não preciso mais viajar. Minha mãe veio à reunião e gostou da proposta”, conta. Ribeiro conta que duas turmas já foram abertas (o limite é de 20 alunos por turma) e estão preenchidas. “Acho que teremos de criar mais”, comenta.
Os pais terão de desembolsar 497 doláres por mês, além da mensalidade regular, que varia entre R$ 1,2 mil e R$ 1,4 mil, para bancar as aulas extras para os filhos. O calendário seguirá os moldes brasileiros e os dois diplomas só serão entregues ao final do 3º ano do ensino médio. “O sistema educacional está se universalizando. O Ciência sem Fronteiras, por exemplo, nos leva a ir além”, diz Ribeiro.

Regras
            
O funcionamento das escolas privadas é controlado pelos sistemas estaduais e municipais de ensino. De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), José Fernandes de Lima, as regras só definem que todos os estudantes brasileiros têm de seguir as normas dos currículos brasileiros. O que a escola fizer além não é proibido.
“Se a escola acrescentar às aulas do currículo brasileiro alguma atividade que corresponda a um currículo de qualquer outro país, é permitido. Os sistemas devem estar atentos e acompanhar, porque a instituição tem de mostrar seu projeto politico-pedagógico para ser credenciada. O que temos de cobrar é que façam o mínimo exigido pelo Brasil”, afirma.
Lima ressalta que as regras do ensino médio preveem carga de 2,4 mil horas durante a etapa. A duração mínima é de três anos, sendo 800 horas a cada ano. Portanto, os diplomas não podem ser entregues antes desse período. “A mobilidade estudantil está crescendo. O que temos de cuidar é que aquilo que estabelecemos como mínimo não deixe de ser feito”, diz.
Na opinião do conselheiro, esses convênios devem aumentar. “A tendência é que esse tipo de modalidade cresça, porque o Brasil está se tornando protagonista. Temos recebido muitos estrangeiros e muitos deles querem voltar a seus países um dia. É muito interessante que haja esse tipo de convênio”, afirma.

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-11-11/escolas-brasileiras-oferecem-diplomas-estrangeiros-de-ensino-medio.html

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

“É possível educar todas as crianças de escola pública em alto nível”

Diretora de rede nos EUA participa de encontro sobre boas experiências no ensino público em São Paulo e diz: a tecnologia livra os professores de tarefas para dar atenção ao aluno

Uma escola com salas sem paredes como as de empresas de tecnologia e em que os professores não dão aulas consegue preparar todos os seus alunos para entrar e ficar quatro anos na faculdade. Ou melhor, um grupo de quatro escolas chamadas de Summit, na California, Estados Unidos, que cumpre a sua missão a risca: desde 2003, quando a primeira unidade foi criada, 96% de todos os seus estudantes foram selecionados para cursar pelo menos uma graduação.

A diretora executiva da rede de instituições e cofundadodora da primeira Summit, em Redwood, esteve em São Paulo para participar  do Transformar 2013 , um encontro sobre experiências concretas de transformação e sucesso em escolas públicas pelo mundo. Ontem, Tavenner conversou com o iG no hotel Maksud Plaza e explicou como consegue atingir esse objetivo. Entre as receitas, está o desenvolvimento de um plano de aprendizado personalizado para cada estudante, que é acompanhado diariamente por um mentor em todo o período do ensino médio, e um currículo totalmente conectado com a realidade.


Divulgação
Dianne Tavenner, diretora executiva e cofundadodora das
escolas Summit, nos EUA


A melhor notícia é que o modelo é mais fácil de replicar em grande escala do que o tradicional, segundo a educadora. Com a ajuda da tecnologia, os professores são liberados de várias tarefas e podem se dedicar mais aos alunos. Na Califórnia, ela já está fazendo isso na rede de escolas charter (que funcionam com verba do governo e de doações) Summit. Este ano, duas novas unidades serão abertas, e o plano é fazer o mesmo nos próximos 10 anos, até que todos os alunos do Vale do Silício recebam educação de alto nível. Atualmente, 47% terminam o ensino médio sem a base necessária para o ensino superior.

O que faz uma escola Summit ser especial?
Dianne Tavenner: O mais importante é que nós preparamos todos os nossos alunos para a faculdade e carreira. Isso não é algo que todas as escolas fazem nos Estados Unidos e, possivelmente, aqui também não. Nós acreditamos nisso e levamos a sério esse objetivo. Para isso acontecer, desenvolvemos uma série de ações, mas essa é a nossa missão. E nós já provamos que é é possível educar todas as crianças de escola pública em alto nível. Isso é importante, porque muitas pessoas antes pensavam que fosse impossível. E nós, junto com outros educadores nos Estados Unidos, provamos o contrário.

E como vocês fazem isso?
Tavenner: Nós começamos criando um plano de estudo personalizado para cada estudante, de modo que ele define logo que chega à escola um objetivo para sua carreira, que universidade quer fazer, que vida quer ter. A partir disso, nós desenvolvemos um plano personalizado para que ele alcance o objetivo. Depois trabalhamos para que a escola forneça todo o suporte necessário para manter o estudante nesse caminho. Esse é o ponto de partida. O segundo aspecto é que todos os estudantes têm um mentor, que permanece o mesmo durante todo o período escolar. Esse mentor ajuda a pensar nos objetivos e reavaliá-los quando for preciso, observa todos os dias se o plano está sendo cumprido e de que forma, conversa com a família, discute dúvidas e ajuda em crises. Em terceiro, vem o jeito que ensinamos, o nosso currículo é muito autêntico e realista. Nós trazemos tecnologia para a escola, as crianças trabalham colaborativamente em projetos nos quais têm que resolver problemas reais, não é nada chato. Dessa forma, as crianças ficam motivadas porque se dão conta de que estão aprendendo coisas que vão ser úteis para ela. Por último, durante dois meses do ano letivo, em janeiro e junho, os estudantes ficam fora da escola e trabalham na comunidade, fazem estágios, têm experiências relacionadas a seus interesses ou paixões, que podem ser fotografia ou jornalismo, por exemplo. Como avaliação desse período, eles têm que desenvolver algo que possam compartilhar ou apresentar. Então, se é algo relacionado à fotografia, fazem uma exposição. Se é teatro, uma peça. Se fazem um estágio, devem fazer uma apresentação sobre o trabalho realizado. Tudo sempre conectado com a realidade.

Que práticas inovadoras são aplicadas nas escolas Summit?
Tavenner: Nós usamos muita tecnologia. Por exemplo, a tecnologia serve para saber exatamente o que cada aluno sabe e não sabe em todos os momentos. Cada estudante tem o seu mapa pessoal de conhecimento e objetivos. Em vez de promover aulas em que não importa quem sabe, mas que todos ouvem a mesma coisa e têm que participar das mesmas atividades, cada aluno vai aprender o que precisa aprender. Fazemos isso com uma ferramenta que chamamos de playlist – como a dos tocadores de música digital. Nessa lista está tudo o que o aluno precisa aprender e ele vai escolhendo como gostaria de fazer. Quando ele sente que já está pronto para seguir em frente, faz uma avaliação. Se ele realmente já aprendeu, ótimo, vai adiante.

Eles podem escolher o jeito, mas não o que precisam aprender, certo?
Tavenner: Eles podem realizar algumas escolhas quando desenvolvem o plano de aprendizado inicial, mas tem coisas que todos precisam saber para chegar a uma universidade. Para chegar a esses conhecimentos, eles escolhem como querem aprender e não precisam passar pelo que já sabem.

A senhora acredita que tecnologia é essencial nas escolas?
Tavenner: A tecnologia proporciona que se desenvolva uma educação melhor, se for usada do jeito certo. Mas mais importante que isso é que faz parte do mundo e da vida. É um erro fazer com que os estudantes deixem a tecnologia do lado de fora da escola. Isso não vai prepará-los para o mundo.

Esse modelo de escola pode ser replicado para grandes redes de ensino, como a do ensino médio brasileiro?
Tavenner: Esse modelo é mais fácil de replicar em grande escala que o tradicional. Tenho convicção sobre isso. No modelo antigo, cada professor tem que fazer o seu próprio planejamento anual, preparar cada aula, corrigir todas as provas. Nesse modelo, construímos uma plataforma que tem tudo isso pronto, que é acessada pelos estudantes diretamente. Agora, os professores apenas ajudam e dão suporte aos alunos. Eles não precisam ter todo o trabalho de preparação, ficam mais focados no que fazem de fato.

Ainda existem aulas, como as que eu tive na escola?
Tavenner: Quase nunca. As aulas são em espaços grandes e abertos, em que os alunos se dividem em grupos para desenvolver projetos. Mas não tem mais uma grade de horário que começa com matemática, passa para ciência e depois história. Não é mais assim.

E como eles aprendem matemática, por exemplo?
Tavenner: De duas maneiras. Uma é online. Eles aprendem muito online, com suporte de um tutor. A outra forma é fazendo projetos, nos quais aplicam a matemática que estão aprendendo naquele momento. Por exemplo, um projeto poderia ser descobrir como se projeta um prédio em um espaço determinado, usando os conhecimentos de matemática. Claro que o professor participa desse processo, mas ele não vai ficar na frente de uma turma falando e explicando, enquanto os alunos tomam notas.

São necessários mais professores para esse modelo funcionar do que em escolas tradicionais?
Tavenner: Provavelmente o mesmo número.

Como são escolhidos e treinados os professores?
Tavenner: Nós selecionamos professores que são apaixonados pelo que fazemos e que acreditam na nossa missão. Mas também investimos muito para desenvolvê-los depois. Eles recebem 40 dias de formação todos os anos. Quando os estudantes estão fora da escola, nos projetos na comunidade, os professores ficam aprendendo e crescendo. É bom para todos.

Vocês têm dificuldades para encontrar bons professores, preparados para aplicar um modelo inovador de educação?
Tavenner: Temos vários candidatos sempre. Eu não acredito em escassez de bons professores. Algumas pessoas nos EUA acreditam nisso, mas eu não concordo. Todo o professor que eu conheço quer fazer o bem para seus alunos. Mas quando o professor entra em uma escola ou sistema de ensino que não funciona e que faz com não seja bem sucedido, mesmo trabalhando muito, começa a ficar desmotivado. Se ele tiver a oportunidade de trabalhar em uma escola que o valorize como profissional e na qual consiga fazer um bom trabalho, sempre gosta.

Os salários das escolas Summit são mais altos que a média?
Tavenner: São salários competitivos.

E que equipamentos os alunos têm disponíveis?
Tavenner: Nós damos um laptop para cada estudante e conexão de internet. Naturalmente, todos eles levam seus celulares para a escola. E os professores também têm laptop.

E as salas de aula, como são?
Tavenner: Grandes, com poucas paredes, têm apenas algumas divisórias. Se parecem com as salas de trabalho de empresas de tecnologia.

O custo de uma escola Summit é superior ao de uma escola pública tradicional americana?
Tavenner: É o mesmo. Às vezes é um pouco menos. As escolas charter (geridas pelo setor público e privado, como as Summit ) recebem um pouco menos de dinheiro do governo que as regulares. Ou seja, a manutenção não é mais cara que a das tradicionais. Usamos o dinheiro de forma diferente, mas não é mais.

Por que as doações são necessárias?
Tavenner: Nós precisamos das doações para começar. Não temos dinheiro para construir o prédio, instalar a tecnologia. Não temos nada. As escolas charter só começam a receber dinheiro do governo quando os alunos começam a aprender. Precisamos do capital inicial.

A missão das escolas Summit é preparar os alunos para a universidade.
Existem movimentos nos EUA que defendem que fazer um curso superior não é o único jeito de obter sucesso .
O que você pensa sobre esse posicionamento?
Tavenner: Existe, mesmo, um pequeno debate sobre essa questão. Mas a maioria das pessoas que defendem isso são pessoas que foram para a universidade e tiveram sucesso. Você não ouve pessoas pobres dizendo isso, você não ouve mães de jovens que querem ir para a universidade dizendo isso. Então eu não acho que essa seja uma boa discussão. De qualquer forma, nenhum estudante vai ser prejudicado por ser preparado para a universidade. Se depois ele escolher não ir, já terá aprendido muitos valores e conhecimentos importantes para a carreira e a vida. Eu acho que o nosso trabalho no sistema público de ensino deve ser o de preparar o aluno para a universidade para que ele tenha condição de escolher. Se ele preferir não ir para a faculdade, tudo bem

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-04-04/e-possivel-educar-todas-as-criancas-de-escola-publica-em-alto-nivel.html

Cada dólar investido em tecnologia educacional exige nove em treinamento

Professor de Educação e Ciência da Computação de Stanford diz que compra de equipamentos é medida popular, mas muitas vezes gera desperdício

A compra de computadores e, mais recentemente, tablets por governos é uma forma de desperdício de dinheiro. A afirmação que pode parecer de algum avesso à tecnologia, pelo contrário, é do professor da Escola de Educação e do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Stanford, Paulo Blikstein. “Para cada dólar investido em tecnologia é preciso nove dólares para treinar para o uso”, diz.
 
Especialistas de Stanford reunidos em São Paulo para um seminário da Fundação Lemann falaram  dos caminhos para melhorar as escolas e promover a igualdade de oportunidades. Os principais investimentos apontados foram a formação de professores e gestores.
 
NYT
Para melhorar ensino, professores precisam ser treinados para
usar tecnologia
Blikstein, brasileiro que dirige o Transformative Learning Technologies, departamento que desenvolve tecnologias educacionais em Stanford, afirmou que os governos em geral fazem planos que possam mostrar resultados durante o tempo de mandato do eleito e por isso a compra de materiais é um recurso muito usado. “Em vez de gastar no equipamento e na formação que seria necessária, só a primeira parte é feita por várias vezes. Então a gente gasta metade do necessário durante anos e nunca o suficiente para obter a mudança”, comentou.
 
Colega da Faculdade de Educação, David Plank, defendeu o estudo dos resultados dos investimentos atuais na educação brasileira. “É preciso olhar para o aprendizado do aluno e para aquilo que realmente resultou em uma melhora, não adianta espalhar os recursos aleatoriamente”, disse.
           
Membro da Academia Internacional de Educação, Martin Carnoy, voltou-se ao básico. “Se eu tivesse que apontar apenas um investimento seguro, eu diria o professor. Todos os estudos apontam que a melhor formação dos educadores é que faz a diferença.”

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-08-15/cada-dolar-investido-em-tecnologia-educacional-exige-nove-em-treinamento.html

 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Conheça os conceitos que vão mudar a escola e o aprendizado

Em evento em São Paulo na semana passada, exemplos de modelos de ensino inovadores dos Estados Unidos mostram como será a educação do futuro

“Na sala de aula, cada um é diferente e aprende de forma diferente”. A afirmação feita por Joel Rose, cofundador e diretor executivo da New Classrooms Innovation Partners, em evento em São Paulo na semana passada sobre novos modelos para o ensino público, é senso comum entre professores e o desafio principal de quem pensa e trabalha pela educação do futuro. No Transformar 2013, que reuniu mais de 800 pessoas, entre educadores, gestores e empreendedores, exemplos concretos norte-americanos de escolas inovadoras – e bem sucedidas – mostram que já é possível personalizar a aprendizagem e como não há apenas um modelo para fazer isso.
Conheça conceitos que vão transformar as escolas (e onde foram aplicados):

Personalização – Entender as necessidades de cada estudante é o diferencial da School of One, uma plataforma criada para escolas de Nova York por Rose e Christopher Rush e que tem a tecnologia como principal aliada para a tarefa. Baseado em uma avaliação feita no início do ano, o sistema elabora um mapa de habilidades e plano de estudos individual. Mas, para isso, utiliza experiências de outros alunos. Um enorme repositório de lições está disponível e o banco de dados prevê que tipo de atividade é mais adequado ao perfil de cada um. “A melhor maneira de aprender pode ser com aulas online, em grupos ou estudando sozinho. O nosso algorítimo usa as experiências já aplicadas para identificar isso”, explicou Rose. Uma receita parecida é usada no grupo de escolas Summit, na Califórnia , na qual os estudantes também passam por uma avaliação no início do ensino médio, para elaborar um plano de estudos de acordo com seus objetivos de carreira. A tecnologia, novamente, é usada para avaliar em todos os momentos o que cada aluno já aprendeu e se já está pronto para aprender mais. “Cada um segue no seu ritmo”, contou a diretora executiva da rede, Dianne Tavenner.
           

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Salas de escolas orientadas pela New Classrooms proporcionam
que cada um aprenda do seu jeito



Plataforma adaptativa
– Para proporcionar o ensino personalizado, existem plataformas tecnológicas de ensino online que ajudam a elaborar e entregar os conteúdos necessários para os diferentes tipos de alunos. José Ferreira, fundador da Knewton, ferramenta que fornece lições de matemática, diz que o volume gigante de informações – maior que o do Facebook – que sua base de dados oferece revoluciona o ensino. A plataforma mostra ao professor com agilidade o que os estudantes aprendem, quando erram, no que tem dificuldades e como aprendem e ajuda a elaborar aulas
           
Ensino híbrido – A sala de aula já não tem mais um professor falando em frente ao quadro negro e alunos sentados em carteiras organizadas em fileiras iguais nas oito escolas públicas gerenciadas pela ONG New Classrooms, de Joel Rose. Para que cada um possa aprender do seu jeito, também é realizada uma mudança física e os alunos sentam nas mais variadas formas: sozinhos, em grupos pequenos ou grandes, em frente a computadores ou usando material impresso. No espaço reorganizado, fazem atividades distintas, algumas online e outras, não. Para que esse modelo híbrido funcione, o papel do professor também muda para o de mentor. Segundo Tavenner, das escolas Summit, os docentes acompanham as atividades realizadas em um espaço grande, sem paredes, e orientam os alunos de várias formas: resolvendo dúvidas, questionando, provocando debates, orientando atividades e projetos.

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Na escola Quest to Learn, em Nova York, alunos aprendem jogando


Engajamento – O interesse das crianças é o ponto de partida para o aprendizado na escola de ensino fundamental Quest to Learn, em Nova York. Apoiada pelo Instituto of Play, um estúdio de design sem fins lucrativos liderado por Brian Waniewski, a escola constrói o engajamento dos alunos por meio de jogos. Segundo Waniwski, a lógica dos videogames é apropriada para o aprendizado porque proporciona um ambiente com regras, nas quais há etapas a serem vencidas, mas que tolera erros. E mais: oferece feedback constante. Para usar esses elementos, o Instituto of Play tem profissionais especializados em criar jogos educativos que dão suporte aos professores e incentiva também os alunos a inventarem os seus próprios. Outra forma de promover o engajamento é conectar o ensino com a realidade. Essa é a aposta de Melissa Agudelo, reitora de admissões do grupo de 11 escolas High Tech High, de São Diego. “Os alunos precisam ver sentido no que aprendem”, diz. Nas escolas, há muitas atividades práticas, os alunos saem da sala de aula e têm experiências na comunidade e precisam resolver problemas reais.
            
Educação por projetos – O fim da grade de disciplinas separadas é uma das experiências das escolas High Tech High para tornar o aprendizado mais relevante aos alunos. Segundo Agudelo, os estudantes não são divididos por série, nível de habilidade e aprendem vários conteúdos integrados. Para isso, os professores estimulam alunos a desenvolverem projetos, solucionar problemas, nos quais precisam usar vários tipos de conhecimento. Nesse caso, professores de áreas diferentes se envolvem com os mesmos projetos.

FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-04-10/conheca-os-conceitos-que-vao-mudar-a-escola-e-o-aprendizado.html