segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Conselho de classe

Conselho de Classe é uma reunião avaliativa em que diversos especialistas envolvidos no processo ensino-aprendizagem discutem acerca da aprendizagem dos alunos, o desempenho dos docentes, os resultados das estratégias de ensino empregadas, a adequação da organização curricular e outros aspectos referentes a esse processo, a fim de avaliá-lo coletivamente, mediante diversos pontos de vista.

 Objetivos

O Conselho de Classe é uma oportunidade de reunir os professores com o objetivo de refletir sobre a aprendizagem dos alunos e o processo de ensino. Seu objetivo é favorecer uma avaliação mais completa do estudante e do próprio trabalho docente, proporcionando um espaço de reflexão sobre o trabalho que está sendo realizado e possibilitando a tomada de decisão para um novo fazer pedagógico, favorecendo mudanças para estratégias mais adequadas à aprendizagem de cada turma e/ou aluno.
No Conselho de Classe, mais do que decidir se os alunos serão aprovados ou não, objetiva-se encontrar os pontos de dificuldade tanto dos alunos quanto da própria instituição de ensino na figura de seus professores e organização escolar.
Nele deve haver uma discussão coletiva onde serão apontadas dificuldades de alunos, professores e instituição de ensino, a fim de buscar melhorias para o processo ensino-aprendizagem. Ele é um espaço democrático de construção de alternativas para o desenvolvimento da instituição de ensino e das estratégias para o atendimento aos que nela estudam.

 Requisitos

O Conselho de Classe, enquanto instrumento de avaliação, requer que os alunos estejam sendo constantemente observados pelos professores e demais especialistas que compõem os profissionais da instituição de ensino. Para isso, a avaliação deve ser cotidiana, pois todo o dia, toda a semana, até o final do semestre ou ano, cada aluno deve estar sendo percebido pelos professores que trabalham com ele. Ao observar, diagnosticar e registrar, saberes estão sendo extraídos sobre cada aluno de forma a enquadrá-lo dentro de uma determinada categoria de desenvolvimento que define alvos a serem alcançados por todos.
A equipe pedagógica deve ter em mente os alvos educacionais a serem desenvolvidos e avaliados no processo de aprendizagem dos alunos. Esses alvos devem abranger atitudes de participação, respeito e responsabilidade; construção de conhecimento e apreensão de conteúdos e conceitos; e formação do caráter e da cidadania.
Nesta prática avaliativa, cada aluno deve ser visto individualmente, em suas singularidades de comportamentos, aprendizagens e histórias particulares.
O Conselho de Classe, para cumprir sua função, exige dos professores um olhar cotidiano detalhado sobre cada indivíduo para que, durante a reunião, possam contar, explicar, lembrar e definir, a partir daquilo que observaram e obtiveram como informação sobre a aprendizagem, o desenvolvimento e a história de vida de cada aluno, assim como o tipo de progressão adequada para cada um deles.
A equipe pedagógica deve ter em mente que o processo de avaliar possui, basicamente, três passos:
• Conhecer o nível de desempenho inicial do aluno (constatação da realidade);
• Analisar o progresso do aluno comparando seu nível inicial de desempenho com o nível atual, considerando o que é essencial e importante de ser aprendido e desenvolvido ao longo do processo educativo (qualificação da aprendizagem);
• Tomar decisões que possibilitem atingir os resultados esperados.
Fundamendal é ter consciência de que só se pode avaliar o que foi ensinado e que a evolução do aluno, seu progresso entre o nível inicial e atual, é o que importa.
Desta forma, é necessário que enquanto os alunos têm seu desenvolvimento avaliado, os professores também reflitam sobre a necessidade de reformular as práticas educativas a fim de levar sugestões para somar às reflexões que serão realizadas durante o Conselho de Classe.

 Organização

 Quem participa

Professores, orientadores, supervisores e, em determinados casos, alunos e/ou seus representantes.todo mundo participa

 Objetivo

Compartilhar informações sobre a classe e sobre cada aluno para embasar a tomada de decisões para a melhoria do processo ensino-aprendizagem.

 Vantagens

• Viabiliza avaliações mais completas sobre a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos;
• Facilita a compreensão dos fatos com a exposição de diversos pontos de vista;
• Permite a avaliação da eficácia dos métodos utilizados;
• Possibilita a análise do currículo;
• Promove a troca de ideias para tomada de decisões rumo à melhoria do processo ensino-aprendizagem;
• Favorece a integração entre professores.

 Como planejar

Preparar a pauta da reunião listando os itens que precisam ser comentados e discutidos. Todos os participantes devem ter direito à palavra para enriquecer o diagnóstico dos problemas, suas causas e soluções.

 O que esperar

Chegar a um consenso da equipe em relação:
• às avaliações de desenvolvimento dos alunos, considerando as singularidades de comportamentos, aprendizagens e histórias de vida de cada um;
• às intervenções necessárias para melhorar o processo ensino-aprendizagem das turmas e dos alunos, individualmente.

 Resultado

• Promover uma visão mais correta, adequada e abrangente do papel da avaliação no processo ensino-aprendizagem;
• Valorizar a observação do progresso individual dos alunos aula a aula, bem como seu comportamento cognitivo, afetivo e social durante as aulas;
• Reconhecer o valor da história de vida dos alunos, tanto no que se refere a seu passado distante quanto próximo (período a ser avaliado);
• Incentivar a auto-análise e auto-avaliação dos profissionais de ensino;
• Prever mudanças tanto na prática diária de cada docente como também no currículo e na dinâmica escolar, sempre que necessário;
• Traçar metas para que as mudanças sugeridas sejam efetivamente realizadas.

FONTE:http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_classe

sábado, 10 de dezembro de 2011

Analfabetismo cai no Brasil, mas ainda é maior que no Zimbábue

A taxa de analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais diminuiu 4 pontos percentuais entre 2000 e 2010, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) neste mes de novembro. O número caiu de 13,6% para 9,6%.
Na área urbana, o indicador passou de 10,2% para 7,3% da população. Já nas áreas rurais, ele teve uma melhora de 29,8% para 23,2%.
Nos Estados, a menor taxa de analfabetismo foi encontrada no Distrito Federal (3,5%) e a maior em Alagoas (24,3%).
As maiores quedas entre a população com 15 anos ou mais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e no Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%).
Apesar do avanço, o índice de analfabetismo no Brasil ainda está acima do de muitos países. De acordo com dados de 2009 do Banco Mundial, a taxa de analfabetismo era de 8,14% no Zimbábue, país africano com PIB per capita igual a 5% do brasileiro.
A média mundial, segundo as estatísticas, foi de 16,32%. A menor taxa foi encontrada em Cuba (0,17%) e a maior no Chade (66,39%).

Editoria de Arte/Folhapress
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RENDA

Entre as crianças brasileiras de 10 a 14 anos, 3,9% ainda não estavam alfabetizadas em 2010, o que representa cerca de 671 mil crianças. Em 2000, o número deste contingente era de 1,2 milhão de crianças, ou 7,3% do total.
A pesquisa apurou que as crianças que vivem em famílias pobres demoram mais para serem alfabetizadas.
Considerando as crianças de 10 ou mais, o analfabetismo atinge 17,5% das que vivem em famílias com renda per capita de até um quarto do salário mínimo, 12,2% nas que vivem com renda de um quarto até meio salário, 10% nas de meio a um salário, e 3,5% nas de um a dois salários.
Nas faixas seguintes, a taxa de analfabetismo prosseguiu em queda, passando de 1,2%, na classe de 2 a 3 salários mínimos, a 0,3%, na de 5 salários mínimos ou mais.
Na faixa entre 15 e 19 anos, a taxa de analfabetismo atingiu 2,2% em 2010, mostrando uma redução em relação a 2000, quando era de 5%.
Por outro lado, no contingente de pessoas de 65 anos ou mais, este indicador ainda é elevado, alcançando 29,4% da população nesta faixa de idade em 2010.

CENSO

Participaram do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram os mais de 5.500 municípios brasileiros. Ao todo, foram entrevistados representantes de 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro --outras 899 mil residências foram consideradas fechadas.
Os primeiros dados da pesquisa, que identificou uma população de 190 milhões de pessoas, foram revelados em abril deste ano. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou dados consolidados e novos recortes nas estatísticas.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/saber/1007173-analfabetismo-cai-no-brasil-mas-ainda-e-maior-que-no-zimbabue.shtml

Taxa de alfabetização é desigual entre negros e brancos

Apesar da redução das taxas de analfabetismo no Brasil, ainda persistem grandes diferenças entre a taxa de alfabetização de negros (pretos e pardos) e brancos, segundo novos dados do Censo 2010, divulgados no mes de novembro de 2011, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Veja mapa interativo com o raio-X do país
Compare você com o resto do Brasil

Veja mapa interativo do Censo 2010
Veja mapa interativo do Censo 2010

Segundo os dados, a taxa de analfabetismo entre pessoas pretas ou pardas de 15 ou mais anos de idade era de 14,4% e 13,0%, respectivamente, contra 5,9% dos brancos.
Essa diferença se acentua em municípios de menor porte. O analfabetismo na população preta de 15 anos ou mais chega a 27,1% nos municípios com até 5.000 habitantes e a 28,3% nas cidades entre 5.001 e 20.000 habitantes, caindo para 24,7% nos municípios entre 20.001 e 50.000 habitantes.
Entre os pardos, a taxa de analfabetismo variou de 20,0% a 22,1% na faixa que vai dos municípios com até 5.000 habitantes até os com até 50.000 habitantes.

MAIS PRETOS E PARDOS

A maioria da população brasileira se declarou como preta ou parda, segundo dados do Censo 2010.
Cerca de 50,7% da população se declarou preta ou parda nos questionários do Censo, feito ano passado. Na pesquisa anterior, de 2000, esse número era de 44,7% da população.
Dos cerca de 191 milhões de brasileiros registrados no Censo 2010, 91 milhões se disseram brancos (47,7%), 15 milhões pretos (7,6%) e 82 milhões pardos (43,1%). Além disso, cerca de 2 milhões que se definiram como amarelos e 817 mil se intitularam indígenas.
Segundo o IBGE, destaca-se a concentração de pretos e pardos no Norte e no Nordeste; no Sudeste e Sul a maioria continua sendo de brancos, acompanhando os padrões históricos de ocupação do país, segundo o instituto.
Pretos e pardos mostram maior proporção na parcela da população abaixo de 40 anos; já os brancos têm maior proporção de idosos - maiores de 65 anos e, principalmente, maiores de 80 anos de idade.
Para o IBGE isso está ligado às diferenças de condições de vida e acesso a cuidados de saúde, assim como à participação desigual na distribuição de rendimentos.
Os rendimentos médios mensais dos brancos (R$ 1.538) e amarelos (R$ 1.574) se aproximam do dobro do valor relativo aos grupos de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) ou indígenas (R$ 735).

As maiores diferenças entre os rendimentos estavam nos municípios com mais de 500 mil habitantes.
Salvador lidera a desigualdade dos rendimentos entre brancos e pretos, com os brancos ganhando 3,2 vezes mais do que pretos. Em seguida aparece Recife (PE), onde os brancos ganham 3 vezes mais, e Belo Horizonte (MG), onde essa razão é de 2,9 vezes a mais.
Entre brancos e pardos, São Paulo (2,7) aparece no topo da lista, seguida por Porto Alegre (2,3). Em terceiro lugar estão empatadas Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde brancos têm um rendimento 2,3 vezes maior do que pardos.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/saber/1007322-taxa-de-alfabetizacao-e-desigual-entre-negros-e-brancos-diz-ibge.shtml

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

RACISMO EM ESCOLA-Secretaria da Justiça investiga denúncia.

A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania abriu processo administrativo para investigar denúncia de racismo na escola Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin (zona sul).
A estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19, afirma que a diretora do colégio pediu para ela alisasse os cabelos para trabalhar.
Segundo a secretária Eloisa de Sousa Arruda, a lei prevê para casos como esse multa, suspensão da licença de funcionamento e até mesmo a cassação.
O caso de Ester ocorreu poucos dias após a jovem começar a trabalhar como estagiária de marketing na escola.
Ester é negra, tem cabelo crespo e costuma usá-lo solto, na altura dos ombros.
"Isso apenas demonstra que o racismo ainda existe na nossa sociedade, por mais que se negue", afirma a secretaria.
Segundo ela, o processo administrativo foi aberto assim que o órgão tomou conhecimento do caso por meio de redes sociais.

Jefferson Coppola/Folhapress
Ester Cesário, 19, que acusa chefe de ter mandado que ela alisasse os cabelos crespos para trabalhar
Ester Cesário, 19, que acusa chefe de ter mandado que ela alisasse os cabelo crespos para trabalhar.     

A jovem afirma que, em seu primeiro dia no local, a diretora reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu que ela o prendesse.
Dias depois, Ester teve a atenção chamada novamente. Dessa vez, conta a estagiária, a mulher foi além: disse que compraria camisas mais longas para que Ester escondesse seus quadris.
Porém, foi apenas quando a diretora lhe pediu para alisar o cabelo que a estagiária decidiu registrar um boletim de ocorrência na na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).
A multa prevista pela legislação estadual é de até R$ 17.450 mil e até R$ 52.350, em caso de reincidência.
Desde julho de 2010, quando a lei foi que prevê punições administrativas para casos de racismo foi promulgada, 90 denúncias foram encaminhadas para a secretaria.
A escola afirma que ainda não foi notificada sobre a investigação da secretaria e nega "veementemente que tenha havido qualquer ato de racismo envolvendo sua equipe administrativa".
Em nota, o colégio lamenta "profundamente que as instruções sobre vestuário passadas à estagiária de marketing as quais foram elaboradas com base em critérios puramente utilitários tenham sido interpretadas de forma equivocada. 
EMILIO SANT'ANNA


Quando o primeiro cabelo "black power" chegou por aqui, na cabeça de Tony Tornado, 81, logo foi evidente que era parte do movimento de afirmação racial dos negros. Nesta semana, 41 anos depois, o ator ficou "enjoado" ao saber que o penteado ainda causa preconceito.
Tony não queria acreditar quando leu, no Facebook, o caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19.
Ela afirma ter sido alvo de racismo no colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo, onde é estagiária.
Assim como Tony, Ester é negra. Seu cabelo é crespo, bate nos ombros. Ela preserva o volume natural dos cachos.
"A discriminação me afetou de tal forma que eu não consigo mais me olhar no espelho e mexer no meu cabelo. Ela [a diretora] mexeu com meu emocional. Estou triste e choro a todo instante", diz.
Para o professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oscar Vilhena Vieira, casos como o de Ester são flagrantes desrespeitos à Constituição.
Segundo ele, o caso pode gerar uma ação cível ou criminal. "Para isso, é preciso que fique demonstrada a intencionalidade da discriminação", explica.

Rodrigo Capote-22.jul.11/Folhapress
Tony Tornado, 81, canta no festival "Black na Cena"; artista conta ter ficado "enjoado" com a história

Para Tony, os 41 anos que se passaram desde que se tornou o primeiro a usar um "black power" não foram suficientes para acabar com o preconceito no país.
"Depois que vi a história, fiquei enjoado, pensando como pode acontecer uma coisa dessas em 2011."

OUTRO LADO
 
O colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma, em nota, que a direção da escola e o restante da equipe de funcionários com a qual Ester trabalha nunca teve a intenção de causar qualquer constrangimento.
De acordo com a nota, o colégio possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.
O uso de uniformes por alunos e funcionários é exigido para que o foco da atenção saia da aparência. A instituição afirma que ainda não foi notificada oficialmente sobre o boletim de ocorrência registrado pela estagiária.
O colégio também afirma que entende que o respeito às diferenças é um assunto sério e, por isso, colocou formalmente esse tema em seu estatuto e na grade curricular.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1018334-ator-diz-estar-enjoado-com-chefe-que-mandou-negra-alisar-o-cabelo.shtml

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bullying Escolar

O termo BULLYING compreende todas as formas de maneiras agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivo evidente e são tomadas por um ou mais estudantes contra outro, causando traumas, e são executadas dentro de uma relação desigual de poder.
A prática de atos agressivos e humilhantes de um grupo de estudantes contra um colega, sem motivo aparente é conhecida mundialmente como bullying e bully significa brigão, valentão.
O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola. Os que praticam o BULLYING têm grande perspectiva de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delituosas ou delinqüentes.
Os alunos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos.
Já entre as alunas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se distingue, principalmente, como método de exclusão ou difamação.
Até um apelido pode causar desmoronamento na auto estima de uma criança ou adolescente. Apesar de não sofrerem diretamente as agressões, poderão ficar aborrecidas com o que vêem e indecisas sobre o que fazer.
Tudo isso pode influenciar de maneira negativa sobre sua competência de adiantar-se acadêmica e socialmente.
O Bullying escolar é assim classificado: alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING; alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING; autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING; testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas coexistem em um ambiente onde isso acontece.
Quando não há intervenções eficazes contra o BULLYING, o espaço escolar torna-se totalmente corrompido. Todas as crianças, são afetadas, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Os alunos que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e dos meios em que vivem, principalmente os familiares, poderão não ultrapassar os traumas sofridos na escola.
Poderão quando adultos apresentar sentimentos negativos, especialmente com baixa auto estima, tornando-se indivíduos com sérios problemas de relacionamento.
Poderão adquirir, também, um comportamento hostil.
A prática de bullying começou a ser pesquisada há cerca de dez anos atrás na Europa, quando descobriram que essa forma de violência estava por trás de muitas tentativas de suicídios de adolescentes.
No Reino Unido, por decisão governamental, hoje todas as escolas já implantaram políticas antibullying.

O médico Aramis Lopes Neto, coordenador da pesquisa da ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência) diz: “Trata-se de um problema complexo e de causas múltiplas.
Portanto, cada escola deve desenvolver sua própria estratégia para reduzi-lo. A única maneira de se combater o bullying é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais.
As medidas tomadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de costumes de não violência na sociedade”.

Fonte de referência: ABRAPIA
Autora: Amelia Hamze
Profª FEB/CETEC e FISO
http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/bullying-escolar.htm

Psicóloga diz como achar boa resposta para cada idade da criança

Desconcertantes, cabeludas, insistentes e, às vezes, de enlouquecer.
As perguntas infantis se modificam com a idade e podem revelar muito mais que simples curiosidade.
Em "Por que as crianças fazem tantas perguntas? Como dar as respostas adequadas" (Landy), a psicóloga e psicoterapeuta Paola Santagostino explica que o sentido da metralha de perguntas nem sempre é óbvio.
Em muitos casos, são pedidos de ajuda ou busca de um contato mais profundo com os pais.
Se você preparou aquela explicação científica para o filho, esqueça.
Tudo o que ele quer e precisa é de uma resposta simples, direta, de acordo com sua idade.
Segundo a autora, eles não têm capacidade de compreensão abstrata para dar um sentido às explicações realistas e cientificamente corretas.
Isso pode deixá-los confusos, "intelectualmente derrotados".
A evitar também, pela mesma razão, respostas genéricas: "por que eles fizeram isto?", "ah, porque são pessoas más!".
Saber ouvir, interpretar e responder corretamente as perguntas é fundamental no relacionamento entre pais e filhos.
Muitas vezes, tudo o que ele quer não é uma resposta, mas sua atenção, um tempo juntos para jogar.
Nas palavras da escritora, eles são como pequenos cientistas que procedem por tentativa e erro, "ajustando cada vez mais a pontaria".
Ou seja, o mesmo método para aprender a amarrar os sapatos é usado para construir seu universo mental.
Com a idade, o tipo de pergunta muda. Então, hora de ajustar a resposta.
A partir dos dez anos, as perguntas têm base mais na curiosidade geral que nas necessidades individuais. Assim, a resposta deve abordar temas mais gerais, contanto que fique claro em que bases estamos fundando a opinião.
Na puberdade, há um "pedido de tranquilização" implícito nos famosos "debates intelectuais".
E os pais devem aprender a lidar com isso. Uma boa saída é tentar achar as respostas junto com os filhos.
Questões ligadas aos dramas da vida humana - o nascimento, a morte, o divórcio -, despertam um cem número de perguntas nas crianças porque a Terra, seus habitantes e seus fenômenos estão sendo apresentados a elas.
Embora difíceis para os adultos, há sempre uma maneira serena e criativa de responder sobre tudo e, segundo a autora, este é um verdadeiro "ato de amor".
Afinal, bom lembrar, neste pingue-pongue diário de pergunta-resposta, constrói-se o hábito da comunicação verbal entre pais e filhos, um patrimônio para toda uma vida.

Leia agora um trecho do livro:

Nas primeiras perguntas, já há um esboço do conceito de causa e efeito, e principalmente a exigência de saber como se comportar diante de um determinando fenômeno; pois as primeiras perguntas das crianças são um magnífico exemplo de um conjunto de praticidade extrema e pura metafísica.
Por que chove? Uma pergunta dessas, na boca de uma criança pequena, pode significar mil coisas:
"O que está acontecendo, por que agora está caindo água do céu?"
"Por que está fazendo isso?"
"Não tem jeito que pare?"
"Tudo bem, mas aí como vou fazer para brincar no jardim?"
"Será que vai continuar para sempre?"
A criança formula perguntas que podem conter mais cem, com sentido completamente diferente.
Não é fácil entender o que interessa realmente naquele momento, mas com certeza quando faz a sua pergunta, por hermética que seja, ela conta com uma resposta perfeitamente adequada do pai ou da mãe.
ARIADNE ARAÚJO

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/815152-psicologa-diz-como-achar-boa-resposta-para-cada-idade-da-crianca.shtml

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mito da madrasta má gera desconfianças e conflitos a enteados

A ideia é antiga e povoa o nosso imaginário coletivo. Basta lembrar dos contos de fadas, onde jovens órfãos e desprotegidos comem o pão que o diabo amassou nas unhas de malvadas madrastas. Cinderela e Branca de Neve que o digam.
Em "Os Meus, os Teus, os Nossos: Lidando com os Desafios da Família Moderna" (Larousse), Gladis Brun alerta para as armadilhas do jogo de tensões e poder entre enteados e novos companheiros dos pais em famílias recompostas e dá dicas para a segunda mulher não virar a "má-drasta" da história.
Nos contos de fadas, na vida real também. Terapeuta de família, a autora conhece de cor e salteado o bê-á-bá das crises conjugais, divórcios e recasamentos. Estas novas famílias, com filhos do primeiro casamento, têm lição a aprender. A crença de que um grande amor supera tudo, inclusive as mágoas herdadas de uma recente separação, pode nem sempre funcionar. Quem passou por isso sabe o que é pisar em ovos com esta nova tribo: enteados, madrastas, padrastos, ex-maridos, ex-esposas, ex-sogros e ex-sogras, novos avós e avôs, novos irmãos.
No cotidiano, a coisa pode esquentar, mesmo ferver. Frases como "você não é a minha mãe" ou "na casa da minha mãe eu posso comer o que eu quiser" são lugares comuns nestes casos. Também as provocações daquele adolescente rebelde que teima em arruinar o humor da nova companheira do pai botando os pés na mesa ou ouvindo música ensurdecedora. Exemplos não faltam. No livro, Gladis Brun coloca o leitor direto dentro de situações-problemas comuns vivenciadas pela maioria dos casais em recasamentos.
Calma! Segundo Gladis, não existe família instantânea. O sábio conselho é dar tempo ao tempo e, muito importante, negociar, sempre. Para ela, uma família recomposta é como uma nova nação que se forma. E, nesse caso, cada centímetro de território a ser conquistado será resultado de uma complexa e exaustiva negociação. Afinal, lembre-se, aquelas coisinhas miúdas que azedam o cotidiano podem se transformar em uma grande e incontrolável "pororoca" formada pelo encontro de diferentes regras vindas das duas famílias anteriores.
As estatísticas mostram que obstáculos como estes podem levar a pique as relações de famílias de recasamento. O índice de divórcio em segundos casamentos é duas vezes maior e aumenta ainda mais no terceiro casamento. Sem garantia de happy end, então. Mesmo sem end, diz Gladis. Porque para ela, o único end é a morte. O que é real e o que é certo para estas novas famílias é a compreensão que esta é uma longa estrada, um processo cheio de aprendizado e de permanente construção.
Leia trecho do livro "Os Meus, os Teus, os Nossos" (Larousse).
Há uma dificuldade histórica nas relações entre mães e filhas, mas a presença de uma madrasta atrai toda a negatividade, deixando que a mãe recupere seu lugar de boa. O papel da madrasta reúne muitos aspectos carregados e difíceis do recasamento. A santificação e a idealização da figura materna manifesta-se no imaginário em ditados do tipo: "mãe, só tem uma" ou "em coração de mãe sempre cabe mais um" ou em versos como " ser mãe é padecer no paraíso". Nessa peça em que brilha, como protagonista, essa entidade acima do bem e do mal, santa entre todas, caberá eternamente à madrasta o papel de vilã. Todos os atos e pensamentos da "intrusa" tendem a ser vistos e avaliados pelo seu aspecto negativo. Assim, quando Adréa introduziu novos hábitos alimentares na família, foi logo criticada como pão-duro e incapaz de administrar o lar. Mas, para Andréa, o conceito alimentar implicava sobriedade, qualidade e elegância. Para ela, comer demais faz mal à saúde, engorda e revela falta de educação. Para os filhos de Alberto, durante muito tempo, esses novos hábitos foram um horror.
As palavras nunca são inocentes e têm um poder enorme. Nos transportam para mundos maravilhosos, nos enchem de medo ou nos magoam de forma às vezes irreparável. Não tendo outra nomeação para madrasta,mesmo que a situação seja diferente, podemos supor que, em algum lugar dentro de nós, essas imagens associadas a perigo são revisitadas. Nessas horas, nos deparamos com nossas próprias desconfianças. Somos sacudidos para que ativemos nossas proteções contra os vilões - se somos crianças - ou, se estamos no papel de pai, para sermos mais eficientes do que o pai de Cinderela, que na história estava sempre ausente.
No mundo mágico, os algozes estão sempre prontos a destruir vítimas puras e inocentes. Na vida, no entanto, não vamos encontrar mocinhos sempre bonzinhos enfrentando bandidos horrorosos. O bem e o mal não ficam separadinhos e arrumadinhos como nos enredos infantis. Somos uma mistura de bom e mau, segundo o momento, o contexto e o olhar de quem nos avalia. Como já vimos, Andréa percebe a situação com Marcelo de forma diferente de Joana e, seguramente, ambas falam a verdade. Mas cada uma vê os mesmos fatos a partir de posições em que selecionam algumas informações, deixando de lado outras. Somos, inevitavelmente, vítimas e algozes de nós mesmos e daqueles que nos cercam. Sempre temos uma quota de autoria em todas as dimensões de nosso existir, pois tudo depende da interpretação que damos aos acontecimentos. E nossas reações são coerentes com nossas "leituras". Nunca estamos isolados e livres dessa dança em que tantos participam, cada um com sua parcela de responsabilidade, já que cada um de nós faz, permanentemente, sua própria edição dos fatos da vida.
Sendo assim, torna-se injusto - e até absurdo - achar que na vida real a madrasta é sempre malvada, ciumenta e invejosa, e a enteada, sempre inocente e boazinha. Cada uma toma parte ativa nessa história e essa participação será mais ou menos perturbadora conforme a de outros personagens importantes na trama. Afinal, para existir uma boa "má-drasta", bem malvada, como nos filmes, o pai tem, também, que atuar nesse enredo.